
O Conselho Deliberativo do América prorrogou o afastamento do presidente José Carlos Pereira Neto, o Zé Branco por mais 90 dias. A gestão dele vai até agosto, quando deve ser feita uma eleição. A decisão passou a valer nesta segunda-feira, dia 16, quando vencia o gancho dado em 17 de outubro. O vice Luiz Donizete Prieto, o Italiano, segue como mandatário interino. A decisão foi assinada pelo presidente do Conselho, João Eurides Rodrigues.
Zé Branco considera a medida arbitrária e acusa Italiano de ter outros objetivos. “Ele foi em três conselheiros amigos meus para assinar essa decisão, eles me contaram. Queria que seguisse o Estatuto, tivesse uma reunião para eu ter como me defender. Até aqui não me perguntaram nada. O que o Italiano quer é ficar com os direitos de solidariedade dos jogadores que passaram pelo América (como clube formador)”, disse Zé Branco, sobre uma possível negociação de Lucas Lima, Zeca, ambos do Santos, e Luan, do Grêmio.
A decisão de Rodrigues, que não atendeu as ligações do Diário, leva em consideração o relatório final da comissão de sindicância sobre as primeiras denúncias contra Zé Branco, que tinha parentes no Conselho Fiscal, e depositou R$ 74 mil do clube na conta de uma sobrinha, além de novas denúncias que estariam sendo investigadas pelos conselheiros Adriano Cândido Lepe, Marco Luis Sanches e Samir Felício Barcha, junto com Rodrigues.
Zé Branco é acusado de negligência por não ter defendido o clube na cobrança de uma dívida de R$ 1,6 milhão feita pelo advogado Luiz Carlos Tonin. O ex-presidente Alcides Zanirato foi quem assinou a confissão de uma dívida de R$ 963 mil, que não foi exclusiva de sua administração e ainda se comprometeu a pagar em um período onde não seria mais mandatário.
E também por cobrar R$ 1 mil do pai de um atleta para inscrevê-lo no Rubro. A denúncia foi feita pela família junto a ouvidoria da Federação Paulista de Futebol. “O parecer da sindicância é favorável à cassação e o pessoal ainda investiga a segunda denúncia. Estamos seguindo tudo como manda o Estatuto”, disse o advogado Renato Custódio da Silva. O afastamento assinado por Rodrigues em 21 de outubro não seguiu o Estatuto, já que a decisão só poderia ser tomada em assembleia geral, o que não ocorreu